O que a Marie faz mesmo
Nenhuma aplicação para aprender, nenhum aparelho para instalar. Tudo o que se segue acontece no telefone que já existe.
Uma conversa, não um questionário
Pergunta uma coisa de cada vez e depois cala-se. Deixa que os silêncios sejam silêncios, segue o que lhe interessa e nunca percorre uma lista. As pessoas idosas precisam muitas vezes de uns segundos para começar uma frase: ela espera.
Ela lembra-se
A neta que estuda em Lyon, os tomates da varanda, a consulta de terça. Traz o assunto como faria uma amiga, e nunca diz que tem apontamentos ou um processo.
Na língua dele, não na nossa
Seis línguas hoje, escolhidas pessoa a pessoa e nunca adivinhadas a partir de um número. O seu resumo chega na sua.
É você que decide quem ela é
Como o trata, a voz dela e a maneira de falar — calorosa, conversadora, calma ou breve. Pode acrescentar notas sobre a vida dele para lhe dar por onde começar. Nunca usará a sua voz nem a de um familiar: não clonamos vozes, e ela nunca finge ser uma pessoa.
Pode ligar-se-lhe de volta
Nos planos que o incluem, o seu familiar pode marcar o número ele próprio, a qualquer hora, e ela atende. Há quem prefira ser quem liga.
Um resumo, e uma palavra quando é preciso
Depois de cada chamada recebe algumas linhas: do que falaram e como estava. Se algo merecer a sua atenção — uma queda mencionada de passagem, um ânimo que continua em baixo — é avisado à parte.
Serve qualquer telefone
Um fixo chega. Nada para carregar, nada para instalar, nada para atender de outra maneira. Se conseguir levantar o auscultador, consegue usar isto.
O seu lado
Um painel para a família: horários, resumos, quem os pode ver. Nada para consultar diariamente — é o e-mail que o encontra.
A quem serve
A quem gosta de falar e não tem ocasiões que cheguem. Resulta particularmente bem com quem vive sozinho, nas semanas a seguir a um internamento, e com quem acha um ecrã mais difícil do que um auscultador — incluindo pessoas cuja memória já não é a mesma, porque ela sabe repetir-se com paciência e sem o fazer notar.
E o que não é
A Lacima é um serviço de companhia. Não é um dispositivo médico, nem um serviço de emergência, nem um sistema de teleassistência. Não diagnostica, não dá conselhos médicos e nunca contacta os serviços de emergência por iniciativa própria. Se alguém estiver em perigo, ligue para o número de emergência local.
Comece com uma chamada amanhã de manhã.
Para ela não há nada a instalar nem nada a aprender. Apenas o telefone dela, a tocar a uma hora de que goste.
